O Podengo Português


O Podengo é uma das raças mais utilizada na caça ao coelho.

Existem três tamanhos: Pequeno, Médio e Grande.

E dois tipos de pelo: Liso e Cerdoso.

As variedades pequenas e média são bastante comuns em Portugal, sendo usadas em matilha para a caça, em particular ao coelho. O Podengo Português Grande é bastante raro, correndo perigo de extinção, sobretudo a variedade de pêlo liso. São utilizados em matilhas de caça grossa.

Na caça ou no treino é onde eles se sentem mais a vontade.

São dotados de tantas características e vantagens que não será demais dizer que é o melhor cão de caça aos coelhos e outros pequenos animais do mundo. Se não vejamos: o seu corpo que varia em altura entre os 20 e 30 centímetros sendo a fêmeas mais pequenas, permite-lhe de uma forma constante e veloz progredir no mato, silvados, estevas ou marouços de pedras, onde o seu apurado olfacto e eficaz perto do chão lhe permite encontrar as suas presa silenciosamente avisando o seu dono, que sempre se encontra por perto, uma vez que este apesar de ocupado e muito activo com a caça nunca perde o seu dono quer pelo contacto visual quer pelo odor, com agudos latidos que no caso do coelho se furtar tornam-se constantes intermináveis, também chamando a atenção dos outros podengos membros da matilha, que estão sempre por perto muitas vezes já no encalce de outros coelhos e se tratar de outro animal, por exemplo uma raposa, um sacarrabos ou um texugo, o seu dono habituado ao seu latir apercebe-se que não é um coelho.

A sua visão bem apurada também auxilia, ainda que tantas vezes relegada para segundo plano dado a densidade dos matos, resolvendo o lance pela rapidez com que se move e distingue os odores.

Na busca e na perseguição é incrível verificar o movimento das orelhas mais parecendo modernas antenas de radar, movimentando-se em todos os sentidos na busca do som e recolhendo-as junto à nuca quando se tem que proteger dos bicos das silvas e outros.

A cauda, quando recolhida até ao meio das pernas, serve também em alturas, em que a adrenalina na proximidade da presa, que corre o risco de fugir se latir, como avisando com a cauda em forma de foice toda levantada avisando da presença duma presa e também para grandes celebrações a quando do reencontro com o dono ou amigos, ou para se retirar humildemente quando e derrotado ou repreendido voltando à primeira oportunidade.

Também não é pouco frequente entrar em apertadas engras de pedras e nas tocas dos bichos onde muitas vezes atinge o sucesso quase inacreditável de os sacar para fora.

 

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